Informação sobre leishmaniose, causas, sintomas e tratamento da leishmaniose, identificando os diversos tipos, como leishmaniose visceral e outras


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Prevenção da leishmaniose visceral

A vigilância epidemiológica da leishmaniose visceral é um dos componentes do Programa de Controle da Leishmaniose Visceral, cujos objetivos são reduzir as taxas de letalidade e grau de morbidade através do diagnóstico e tratamento precoce dos casos, bem como diminuir os riscos de transmissão mediante controle da população de reservatórios e do agente transmissor. A vigilância da leishmaniose visceral compreende a vigilância entomológica de casos humanos e caninos. A análise da situação epidemiológica indicará as ações de prevenção e controle a serem adotadas.
As medidas de controle são baseadas principalmente no controle do reservatório doméstico, da densidade vetorial e tratamento dos indivíduos sintomáticos. O controle do reservatório doméstico baseia-se na eliminação de cães errantes, daqueles com sintomatologia clínica, exame parasitológico e/ou sorologicamente positivos, em municípios com transmissão autóctone confirmada. Alguns estudos demonstram que a prevalência canina é muito maior do que se supõe e que cães com infecção inaparentes são capazes de infectar o inseto transmissor. Contudo, essa medida vem se apresentado apenas como parcialmente efetiva na redução da prevalência em cães e, como consequência, na interrupção da doença no ciclo domiciliar, mas cabe ressaltar que, quando realizada isoladamente, mostrou-se ineficaz e ineficiente para debelar a doença.
Entretanto, deve-se salientar a sua importância na redução da incidência humana, como já foi demonstrado por diversos autores.
A prevenção em áreas endémicas inclui a eutanásia dos cães acometidos, o controle de vetores, uso de coleiras repelentes com deltrametrina e outros piretróides, e a vacinação.



Prevenção da Leishmaniose Tegumentar Americana

Como prevenção da Leishmaniose Tegumentar Americana deve evitar ser picado pelo insecto FLEBÓTOMO, conhecidos “como mosquito palha”:
  • Usando roupas de mangas compridas toda vez que adentrar na mata para trabalho ou lazer;
  • Evitando desmatamento;
  • Construindo casas a pelo menos 200 metros da mata;
  • Usando telas de proteção nas portas e janelas das casas;
  • Podando os galhos das árvores para deixar o quintal ensolarado;
  • Construindo galinheiros e abrigos de animais domésticos distantes das residências;
  • Limpando chão dos quintais varrendo as folhas e frutas caídas;
  • Não deixando alimentos de animais domésticos expostos próximo das residências durante a noite, pois atraem animais silvestres (ratos, gambás, capivara, quati, raposa, cachorro do mato) que podem possuir o agente causador da leishmaniose;
  • Evitando freqüentar rios e cachoeiras a partir das 5h da tarde, horário em que o inseto costuma picar para se alimentar.

Prevenção da Leishmaniose canina

Para prevenir a leishmaniose é necessário adoptar uma série de medidas:
  • Detenção responsável dos animais,
  • Orientação sobre a doença por médicos veterinários,
  • Diagnóstico precoce da doença,
  • Educação da população sobre a importância do saneamento básico.

Repelir o mosquito é uma importante medida de prevenção, pois sem picada não há transmissão. Aconselha-se o uso de repelentes de mosquitos (coleiras ou aplicações em spot-on).
Os cães são particularmente vulneráveis às picadas dos flebótomos nas horas em que estes se encontram mais activos, ou seja, ao amanhecer e ao anoitecer. Assim, deve-se evitar passear os animais durante esse período, principalmente junto às zonas de água.
Relativamente à vacinação, aplicar uma vacina a um cão significa aumentar a capacidade de resistência do sistema imunitário à doença. A vacinação oferece de 80% a 85% de protecção.
Providencie coleiras que protegem os cães contra picadas de mosquitos (Scalibor) ou a colocação de substâncias repelentes ao flebótomo pois a vacinação não garante 100% de defesa.
Para mais informações consulte um médico veterinário.