Informação sobre leishmaniose, causas, sintomas e tratamento da leishmaniose, identificando os diversos tipos, como leishmaniose visceral e outras


Reservatórios de leishmaniose

Os mamíferos portadores da leishmaniose são geralmente animais silvestres como preguiça, tamanduá, roedores, raposas e outros, sendo que grande parte das lesões nestes não é aparente. No Brasil, os mais importantes reservatórios animais são o cão e a raposa.
O cão doméstico (Canis familiaris) desempenha grande importância na epidemiologia da Leishmaniose Visceral em áreas endêmicas, pois é o único reservatório doméstico da doença. Essa importância advém do fato do calazar (nome popular para a Leshmaniose Visceral) ser mais prevalente na população canina que na humana, e dos casos humanos normalmente serem precedidos por casos caninos. Segundo REY (2002), em várias regiões do Nordeste, durante surtos epidêmicos, o número absoluto de casos humanos superou sempre o de animais infectados. Entretanto, no decurso de uma epidemia, as condições de transmissão podem fazer com que prevaleça ora a zoonose, ora a antropozoonose.
Em áreas silvestres, outros canídeos desempenham papel semelhante, como as raposas (Cerdocyon thus, Dusicyon vetulus) e marsupiais (Didelphis albiventris), além de outros animais já encontrados albergando L. chagasi, como marsupiais didelfídeos. Existem também relatos indicando roedores como reservatórios da Leishmaniose em áreas rurais e periurbanas.
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